sábado, 23 de novembro de 2013

Segredo

O segredo é este, a felicidade não está nas grandes coisas ou na quantidade de dinheiro que carregamos no bolso, está no conjunto do dia, nos pequenos gestos, nas ocorrências quotidianas, está na leitura de um olhar discreto, nas reacções e sentimentos alheios, nos sentimentos naufragados ou prestes a surgir do inconsciente, nas respostas ditas claramente e sem medo, na estante de livros do corredor, na capacidade de sermos diferentes e incrivelmente interessantes, de nos permitirmos enlouquecer e sair pelas ruas declarando o amor ou a desilusão, de entendermos que só há uma saída quando se trata de ser verdadeiro e ela reside apenas no facto de sermos exactamente quem somos, somos todos seres humanos mutantes em completa e constante evolução. Saber que radicalizar-se ou prender-se ao passado, às ideias retrogradas e estapafúrdias é congelar-se perante as possibilidades, é burrice em frente ao mundo que anda à velocidade da luz. Resta-nos saber que a felicidade está impreterivelmente nas nossas escolhas e acções cometidas quando nos deparamos com o absurdo e irreal aos olhos do coração, está dentro de nós, na nossa capacidade de semear o bem e o mal, de criar estilos inéditos, misturados, completamente inusitados. Os momentos escrevem a vida assim como os ponteiros percorrem o relógio e define as horas do dia. Então, não sejamos egoístas, sejamos responsáveis e corajosos, condutores e produtores das nossas próprias vidas. Chega de culpar o outro e justificarmo-nos citando regras e padrões ou ate mesmo os nossos pais e professores. Está na hora de sermos pessoas melhores, chega de tanta mediocridade e lamentações. É hora de escrever os nossos próprios princípios de vida, defendê-los e sermos absolutamente livres e felizes.

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