sábado, 21 de setembro de 2013

Um azul suave

Eu via-te noutro tom, era um azul tão suave que os pássaros cantavam sempre ao alvoroçar e partir. Eu via-te amplo, claro, iluminado. Eu sorria quando ouvia a tua voz sussurrar nos meus ouvidos, as ideias eram claras na minha mente e o futuro uma imagem linda perfeitamente nítida em alta resolução. É incrível como uma única atitude tua pôde ser tão devastadora, capaz de escurecer o mundo e torcer completamente o meu ângulo de visão. De repente, somos acometidos pela miopia, febre, tremores e desatino mental. Por muito pouco, tu deixaste que a tua arrogância e falta de noção acabassem com a única coisa capaz de suprir a tua dor.

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